Sua história começou décadas antes da inauguração oficial, em 3 de junho de 1901. Filho dos Barões de Limeira e formado nas escolas de agricultura de Grignon, na França, e de Zurique, na Suíça, Luiz Vicente de Souza Queiroz acreditava que o futuro do Brasil passaria pelo conhecimento. Em 1889, transformou esse ideal em um projeto concreto ao adquirir a Fazenda São João da Montanha, em Piracicaba, onde pretendia construir uma escola agrícola inspirada nos modelos europeus e norte-americanos.
O caminho, no entanto, esteve longe de ser simples. Houve mudanças de governo, falta de recursos, paralisações nas obras e disputas políticas. Luiz de Queiroz doou a fazenda ao Estado de São Paulo com uma única condição: que a escola fosse inaugurada em até dez anos. Morreu em 11 de junho de 1898, aos 49 anos, sem ver concretizado o sonho que consumiu os últimos anos de sua vida.
Três anos depois, em uma manhã festiva de junho, a cidade de Piracicaba amanheceu enfeitada por bambus e bandeirolas coloridas para celebrar a inauguração da então Escola Prática Luiz de Queiroz. Desde então, a instituição formou milhares de profissionais, ajudou a adaptar a agricultura às condições tropicais, ampliou as fronteiras da pesquisa científica e passou a ocupar espaços centrais nos debates sobre produção de alimentos, desenvolvimento e sustentabilidade.





