Menos de 3% do lixo da capital é reciclado, mas cooperativas e catadores autônomos garantem a maior parte do reaproveitamento, para a especialista
A professora Raquel Rolnik comenta a coleta de lixo em São Paulo, as condições de trabalho dos catadores e o lento avanço da reciclagem na capital. Do total de resíduos coletados na cidade, menos de 3% é reciclado. No entanto, 30% do material reaproveitado vem das cooperativas, além do expressivo trabalho dos catadores individuais, que é pouco contabilizado.
Para a colunista, faltam políticas públicas para transformar catadores autônomos em cooperativas bem estruturadas. “Uma das mais importantes cooperativas da cidade, a Coopamare, que fica embaixo do viaduto na Rua João Moura, em Pinheiros, há 37 anos, está ameaçada de perder o local — uma área municipal —, porque a Subprefeitura resolveu que quer o espaço de volta”, comenta.
Para ela precisa ter uma transformação do “ato de catar”, com pessoas na rua em condições precárias, puxando carrinhos muito pesados e com problemas de saúde. “Nas cooperativas já tem uma condição de trabalho e remuneração melhores”, enfatiza.
Ouça a coluna da Cidade para Todos, com a professora Raquel Rolnik, na íntegra
Cidade para Todos
A coluna Cidade para Todos, com a professora Raquel Rolnik, vai ao ar quinzenalmente quinta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
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