Segundo ele, o setor avançou ao combinar genética, nutrição, manejo de pastagens, sanidade e gestão. A aplicação desse conjunto de conhecimentos permitiu produzir mais em menor área, reduzir a idade de abate e aumentar a eficiência dos rebanhos.
O uso do solo brasileiro ainda revela, porém, uma diferença considerável entre o potencial disponível e os resultados efetivamente alcançados. A incorporação das tecnologias já existentes pode elevar significativamente a produção sem exigir expansão proporcional das áreas ocupadas. “Apesar de toda a evolução dos últimos 30 anos, se olharmos para os últimos cinco ou seis, veremos um processo de aceleração muito grande na aplicação de tecnologia”, afirma Flávio.
Essa aceleração deverá modificar profundamente o setor nas próximas décadas. “Daqui a 25 anos, a produção e a produtividade da pecuária brasileira serão impressionantes. O potencial que temos, nenhum outro país possui para produzir em grande escala, com eficiência, sustentabilidade, qualidade e custo competitivo.”
O pesquisador destaca que o avanço produtivo precisa vir acompanhado de redução das emissões, melhor uso dos recursos naturais, bem-estar animal e qualidade dos alimentos.
A sustentabilidade, nesse contexto, não aparece como um tema externo à produtividade. Sistemas mais eficientes tendem a produzir maior quantidade de carne ou leite com menor uso de terra, água e insumos por unidade de produto.
Fonte https://jornal.usp.br/universidade/a-ciencia-que-ajuda-a-transformar-a-agricultura-brasileira/







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